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A história dos vibradorescover

Do útero à histeria: A história dos vibradores e suas infinitas possibilidades contemporâneas

GABRIELLE ESTEVANS

 

Esqueça aquela história que você já deve ter ouvido por aí de que os primeiros vibradores surgiram no século XIX para tratar mulheres com histeria. A doença era um diagnóstico comum para mulheres, abarcava inúmeros sintomas — como ansiedade e pânico — e sua causa era atribuída a um útero “fora do lugar”. Embora não seja mais considerada um distúrbio médico, ainda tem implicações sociais duradouras — que mulher, frente a reações emocionais legítimas, já não foi chamada de histérica?

Mas, voltando ao cerne da nossa história: como um possível tratamento, estava a estimulação sexual. O que até então acreditávamos era que os médicos, para se livrarem da árdua tarefa de levarem, manualmente, mulheres ao orgasmos, utilizavam o apetrecho para garantir que pudessem ser curadas. Durante muito tempo, a narrativa ganhou filmes, peças, documentários.

Acontece que, recentemente, um grupo de pesquisadores começaram a se questionar se a teoria fazia mesmo sentido. Ao mergulhar nos vestígios históricos, descobriram inúmeras lacunas que iam de encontro à teoria originalmente publicada pela historiadora Rachel Maines em 1999.

 
“Até onde sabemos sobre a história da sexualidade, parece improvável que médicos fizessem isso (masturbar as pacientes como forma de tratamento)”, diz Hallie Lieberman, historiadora da tecnologia no Instituto de Tecnologia da Geórgia e uma das autoras do artigo. “Depois de verificar as fontes (do livro), foi quando eu realmente pensei, OK, tem algo estranho aqui.”
 

Hallie Lieberman, uma das autoras do artigo questionador, em entrevista à BBC.O mito teve origem, diz a réplica, em um anúncio publicado na primeira década de 1900, e que traz na sua imagem uma mulher sentada, enquanto um médico, às suas costas, toca seu pescoço com um apetrecho elétrico projetado para aliviar tensão.

Na década seguinte, outros panfletos trariam, ainda, utilidades corporais diversas para o vibrador (testa, garganta, peito), mas não há nenhum indício de que fosse usado por médicos em partes íntimas femininas.A verdade, ainda segundo o recente estudo, parece apontar que o nascimento dos vibradores como os conhecemos hoje, deu seu primeiro respiro por volta de 1903: é o primeiro registro que se tem de uma empresa associando vibradores a práticas eróticas.

À época, vale ressaltar, o aparelho sexual nomeado de Hygeia era oferecido tanto a homens quanto a mulheres.

 

 

Dildos e a era do gelo

E se o surgimento dos vibradores ainda divide opiniões, para o surgimento dos dildos parece haver um consenso: sua criação não é nada recente. Há registros do dispositivo, geralmente de forma fálica, desde a Era do Gelo (40000 a 10000 a.C). Feitos de ossos, pedras, marfim e até dentes, os objetos apresentavam fins diversos — que iam desde utilização em rituais até uso como flechas e ferramentas. O que chama a atenção, principalmente, é o tamanho e a dimensão muitíssimo similar aos dildos modernos. Apesar de não ser comprovado de que eram objetos masturbatórios, aponta-se, ainda, a possibilidade de tais utensílios serem usados para rituais de defloração em mulheres jovens.

 

 

As possibilidades contemporâneas

E se a cronologia dos vibradores e dildos ainda tem lacunas, hiatos, falhas e controvérsias, as há um conhecimento robusto da infinidade de possibilidades contemporâneas para os brinquedos sexuais. De apetrechos baseados em pênis de insetos até aos modelos de vibradores mais tradicionais: há modelo para todos os gostos.E se mesmo com um mundo de descobertas lá fora, você nunca teve um sex toy para chamar de seu, Laura Magri, criadora da Nuasis, aconselha: “Se explore, explore esse universo. Tem pra todos os gostos e vontades, siga sua intuição.”

 
GABRIELLE ESTEVANS

Jornalista, escreve sobre gênero, cultura e política. Também trabalha com pesquisa, planejamento estratégico e projetos com propósito e impacto social.

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