FRETE GRÁTIS PARA PEDIDOS À PARTIR DE R$399
Uma tarde no quintalcover

Uma tarde no quintal

WET VIVID DREAMS

 

O sol dos finais de semana parece mais bonito do que os outros dias. E essa luz que deixa rastros por todos os lados, chega até mim pela fresta da cortina na janela. Uso o livro para cobrir os raios diretos. Leio mais algumas palavras de Ferrante e largo-as em cima da mesinha da sala. Ando até a porta da cozinha e vejo vocês lá fora conversando. Parada ali, entre o piso frio e o quintal, não me contenho ao admirar as formas de seus corpos que surgem entre as roupas, como uma linha se conecta à outra, os cabelos à brisa, os sorrisos.

 

 

Gosto de olhar.

 

 

Pego uma garrafa de vinho gelada, as taças e vou até vocês. Sirvo a bebida, mordiscamos as frutas, sementes e castanhas. A língua mexe entre os dentes e reparo como você fica prestando atenção enquanto o outro fala. Mas você também gesticula e devolve a atenção com a mesma presença. Eu ali, entre vocês, apenas olho. Sorrio. Bebo. Lambo meus lábios úmidos. Mexo na grama, cabelo, tecido. Você me beija de repente.

 

 

Solto a taça no chão e delicadamente passo os dedos entre seus cabelos, colocando-os para trás das orelhas. Suas mãos contornam meu corpo pela roupa clara. Nossas línguas se beijam em ondas tranquilas, que vão e voltam entre as bocas. Você chega mais perto e me toca. E nos olha. Os dedos suaves percorrem o que tem de pele à mostra, relaxando até o mar de dentro. Você então me beija. Um beijo mais forte, porém doce. Segura um lado do meu rosto com uma mão. Lambe minha boca, e beija você. E eu olho esse encontro de perto.

 

 

Quero mergulhar entre vocês.

 

 

Mais um gole.

 

 

Sigo comendo e olhando. A mão que vai e vem está molhada da fruta. Lambo os dedos e passo na sua boca. Nos beijamos, de uma vez. Os rostos se encontram tão perto, tão dentro, tão seus, meus, nossos. Sinto você me despir, e tiro sua roupa também. Juntos, deslizamos para te desnudar. Um que lambe o outro, que toca um, que beija o outro, que chupa o outro, que come o um, que geme alto, em direção ao mato.

 

 

Os dedos se acomodam nos lugares certos. A gente se masturba, e goza. Olhando nos olhos, como quem passa um recado. A grama pinica, mas ninguém parece perceber que estamos do lado de fora. Lambo seu mamilo, depois a boca, sua também — ou era minha? Gozo jorrando de volta para a natureza. A terra chega a tremer com nossos corpos dançando em sexo, assim, só nós e o todo.

 

 

Te chupo devagar, acariciando as coxas, procurando ir mais fundo nessa sua existência. A língua passa de você para o outro que resolve também querer ser engolido pela minha boca. Você olha a gente por alguns instantes. Aproveita que estou de quatro e me come com os dedos entre as pernas, passando a mão pela minha bunda. Segura a minha cintura, desce os dedos pelas minhas costas. Eu gozo para esquecer o tempo e me concentrar apenas em vocês.

 

 

Nosso jeito pega gosto, textura, cheiro. Passamos de mão em sexo, fruto, líquido, terra. São seios, mãos, vulvas, línguas, salivas, beijos; gozo, vida, morte, vida. E você, vem aqui beijar minha boca e me dizer ao pé do ouvido as palavras que eu quero escutar dos seus doces lábios.

 
WET VIVID DREAMS
Diferente de tudo o que nos foi ensinado sobre sexo, o olhar poético sobre um ato tão íntimo não pode ser tido como algo estranho. Muito menos as relações cotidianas, as ações mundanas. O amor, a simplicidade e o autoconhecimento também podem ser sexy.
No Wet Vivid Dreams, propomos um prisma sutil para observar a sexualidade, sempre sob o olhar feminino presente tanto nas palavras de Paula Jacob quanto nos traços de Brunna Mancuso. Cores, sons, cheiros, toques: queremos aguçar seus sentidos.

Luz del Fuego: a bailarina vanguardista e fundadora do movimento naturista no Brasil dá nome à primeira nossa coleção de lingerie. A coleção é composta por 6 modelos, entre calcinhas, sutiãs, caleçon e body. Feitos em seda ou tule, com amarrações e fendas estratégicas. Take a look.

banner inferior home