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Chico Cesar - Versos Pornográficos
Chico Cesar - Versos Pornográficos
Chico Cesar - Versos Pornográficos
Chico Cesar - Versos Pornográficos

Chico Cesar - Versos Pornográficos

" Se para alguns, em Drummond, é necessário sublinhar o limítrofe entre o erótico e o pornográfico, em Chico César essa distinção é tida como puramente burguesa. Embora as palavras tenham raízes etimológicas diferentes, parece não existir uma definição clara para distinguir os sentidos de ambas. O erótico parece a versão mais limpinha do pornográfico — condenado, visto pela prisma da vulgaridade. Alain Robbe-Grillet disse que “a pornografia é o erotismo dos outros”. Dos outros em nós. É a diluição da persona em prol do prazer em/através de si. Dito isso, os poemas que integram esse livro são escandalosamente pornográficos. Escrito pelo paraibano Chico César, já bem conhecido pela sua trajetória na música, foi publicado em 2015 e conta com ilustrações da artista húngara Sári Szántó.

No prólogo, Chico deixa claro suas intenções e a quem seus versos se endereçam: cara leitora / imagino-te lendo o que escrevo (...). enunciação essa que nos remete aos antigos folhetins destinados às “damas de classe entediadas”. O próprio objeto-livro brinca com essa alusão. A capa, que estampa a grafia ao melhor estilo rococó, combinada à cor vermelho-sangue, alude ao teor proibido do conteúdo que se apresenta no folhear das páginas. de verso em verso, Chico aproxima o ato de falar ao ato fálico, à luz da afirmativa de que, sim, “a putaria é linguística (em todos os sentidos)”. Esse é um livro pequeno, de 45 páginas, para se devorar numa sentada. Desses mesmo que se lêem com uma só mão, ao melhor estilo de Jean-Marie Goulemot. " Orelha Livros para Nuasis

R$ 49,00

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