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Estranho do beijo agridocecover

Estranho do beijo agridoce

WET VIVID DREAMS

 

Sonhei de novo.

 

 

Um palácio enorme, me senti Maria Antonieta. Abundância por todos os lados, uma luz que cortava os ambientes e deixava tudo com cara de cenário. Tinham salas vazias de pessoas e cheias de coisas, outras cheias de pessoas e poucos objetos e as que tinham um amontoado de tudo um pouco.

 

 

Caminho neste castelo neoclássico que nunca vi de fora. Só dentro: corredores, portas, espelhos; livros, vasos, quadros. Bebo vinho, vejo gente bonita. Dessas que dá vontade de beijar sem motivo. Taça de vinho na mão, circulo sem pretensão entre os convidados do que parece ser uma festa — minha, quem diria! Me delicio com figos, passo o dedo no pote de mel, lambo minhas mãos e engulo a bebida matando uma sede imensa que arde embaixo da pele. Alcanço mais um copo.

 

 

Circulo novamente e parece que a celebração traz cada vez mais gente. E eu, mais mel nos dedos molhados do vinho da taça secos na perna embaixo do vestido cheio de camadas. Olho você no reflexo do espelho envelhecido, que reveste toda uma parede na sala de música. Você me fita fundo, como se penetrasse meu ser de longe. Desconcertada, aperto um morango entre os dedos e o suco da fruta escorre entre minhas pernas.

 

Te quero.

 

A quantidade de pessoas aumenta, perco você de vista. Sigo caminhando, bebendo, gozando. Não consigo tirar você da minha cabeça. Volto para a sala de música e você está lá, sozinho. Não sei para onde todos foram, mas sei que te quero aqui dentro. Fecho a porta com chave e guardo nosso segredo. Você caminha em minha direção com firmeza, estremeço por dentro. Deixo o copo de vinho no mármore da lareira e te beijo. Você me envolve como polvo e me deixo levar pelos seus tentáculos. Seu beijo agridoce, tenro, é gostoso de sentir assim de perto. A carne da sua boca é macia, por isso faço questão de lamber com a ponta da minha língua, passando ela em movimentos aleatórios, até você me colocar mais perto de ti, do seu fruto. Apesar das camadas de nossas roupas, percebo sua excitação.

 

 

As janelas estão todas abertas e podemos ver o jardim florir lá fora. Você levanta meu vestido e passa os dedos no mel que me escorre entre as pernas. Você lambe eles e coloca lá dentro de novo. Me senta no piano antigo e me masturba enquanto me beija. As mãos tocam as teclas que fazem barulhos desafinados; a boca geme em notas harmônicas. Sinto você me erguer de leve e me tocar lá dentro, bem fundo. Gozo ao som de Mozart.

 

 

Você tira minha calcinha, abre a calça do seu terno azul marinho, que combina com os tecidos azulados da minha saia. Sento você na cadeira e me coloco sobre seu corpo suado. Cada centímetro seu é acolhido por mim, até a gente se encaixar como pirulito na bochecha. Circulo sobre você agora. Seus braços aproximam meu corpo do seu, como se fôssemos fundir em um só. Me derramo em você, te engulo, te quero por inteiro.

 

 

O beijo é tão real que me faz questionar o onirismo. Alguém tenta entrar na sala, mas não damos importância. A vida lá fora segue, a bebida, a festa, a luxúria de corpos, a natureza crescente. Aqui dentro, só nós, no segredo dos acordes, na melodia certa. Estou tão molhada, que você entra em sai sem dificuldades. O prazer de ter você ali me faz lamber seu pescoço, seu rosto, sua língua. Você me fode gostoso.

 

 

A sua virilha faz uma pressão em mim.

 

Gosto.

 

Continuo perseguindo essa sensação transcendental. Quando chego lá no alto, a vista é linda. Contemplo o mundo nos seus olhos e gozo sorrindo para o sol forte. Você me levanta e me encosta em uma das paredes. Ergue a minha saia e me engole de uma vez. Agora de costas para você, com o rosto no espelho que te olhei a primeira vez, vejo a sua expressão ao se colocar dentro de mim. O tesão movimenta os nossos corpos no ritmo da música que o nosso sexo faz. Você segura a minha cintura, beija a minha nuca, me fala coisas excitantes no ouvido. Meu gozo se perpetua até você encontrá-lo, agudo.

 

 

Acordo na cama sem você ali.

 

Será que preciso fechar os olhos novamente para te ver?

 

Me toco para transbordar mais uma vez, pensando em você, estranho do beijo agridoce.

 

 
WET VIVID DREAMS
Diferente de tudo o que nos foi ensinado sobre sexo, o olhar poético sobre um ato tão íntimo não pode ser tido como algo estranho. Muito menos as relações cotidianas, as ações mundanas. O amor, a simplicidade e o autoconhecimento também podem ser sexy.
No Wet Vivid Dreams, propomos um prisma sutil para observar a sexualidade, sempre sob o olhar feminino presente tanto nas palavras de Paula Jacob quanto nos traços de Brunna Mancuso. Cores, sons, cheiros, toques: queremos aguçar seus sentidos.

Luz del Fuego: a bailarina vanguardista e fundadora do movimento naturista no Brasil dá nome à primeira nossa coleção de lingerie. A coleção é composta por 6 modelos, entre calcinhas, sutiãs, caleçon e body. Feitos em seda ou tule, com amarrações e fendas estratégicas. Take a look.

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